Mobilização é feita pela restauração da histórica Ponte Queimada

Mobilização é feita pela restauração da histórica Ponte Queimada

Um dos grandes patrimônios históricos do Vale do Aço e importante ligação entre os municípios de Marliéria e Pingo D’água está ameaçado, a Ponte Queimada, na entrada do Parque Estadual do Rio Doce (PERD). Como forma de restaurar e preservar a história da estrutura feita de aço e madeira, a deputada estadual Rosângela Reis liderou uma mobilização feita no último domingo (07) por prefeitos, vereadores e outras lideranças locais. O objetivo é lembra a importância da ponte e conseguir recursos para a reforma.

A mobilização foi iniciada pelo ex-prefeito de Córrego Novo, Ailton Top Laje, junto com o sr. José Altair Duarte, que já coletou mais de 5 mil assinaturas em um abaixo-assinado pedindo a restauração da ponte. O encontro ainda contou com o movimento de ciclistas, jipeiros, do Movimento MG-760 e comunidade em geral.

Segundo Rosângela Reis, a intenção é de incluir a reforma da Ponte Queimada, ao projeto de investimentos no Parque Estadual do Rio Doce, por meio de recursos da Fundação Renova, apresentado no último dia 26 de fevereiro para uma comitiva de lideranças políticas do Vale do Aço.

“O projeto está orçado em R$ 93 milhões a serem aplicados em melhorias de infraestrutura, lazer, turismo e pesquisas dentro do Parque. Podemos tentar parte desse recurso para garantir a reforma. Alternativa também é tentar via as empresas locais, como a Cenibra, Usiminas ou Aperam”.

Rosângela Reis – deputada estadual

Estavam presentes os prefeitos de Marliéria (Hamilton Lima), Pingo D´água (Luiz Paulo), Córrego Novo (Eder Fragoso) e Jaguaraçu (Márcio Lima). Todos eles ressaltaram a importância da ligação entre os municípios se colocaram a disposição para ajudar no que for possível para garantir a restauração da ponte.

História da Ponte Queimada

A Ponte Queimada é uma ponte entre os municípios de Pingo-d’Água e Marliéria, com 136 metros de extensão, sobre o Rio Doce. A data exata da construção original é incerta, porém sabe-se que ocorreu no século XVIII ou no século XIX, com a abertura de uma estrada pelo local. Ela foi reconstruída na década de 1930, preservando desde então suas características de pilares de concreto, vigamento de ferro e corpo em madeira.

Por conta de sua importância histórica, a administração de Marliéria iniciou um projeto de tombamento da ponte pelo IPHAN em 2018.

A origem do nome ponte é incerto. Uma versão defende que seria com a abertura da estrada durante a exploração do Vale do Rio Doce no século XVIII. Como não foi encontrado ouro em abundância, o caminho passou a ser utilizado como ligação entre Ouro Preto e um presídio em Cuité (região de Conselheiro Pena) e por isso ficou conhecido como Estrada do Degredo. A ponte então teria sido incendiada por prisioneiros na tentativa de fugir da polícia em 1794, ou mesmo pelos próprios soldados para evitarem o caminho perigoso.

Em outra narração, a ponte possivelmente foi construída por Guido Marlière e incendiada por indígenas na tentativa de se defenderem dos forasteiros no século XIX. Os indígenas, por sua vez, colocavam a culpa nos soldados.

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