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Macaúba seria saída sustentável para economia de Minas Gerais

Macaúba seria saída sustentável para economia de Minas Gerais

A produção de combustível verde a partir da extração de óleo vegetal da macaúba, planta nativa do território nacional e abundante na Zona da Mata mineira, pode ser uma saída para alavancar a economia do Estado de forma ambientalmente sustentável.

A opinião foi consenso entre os participantes da audiência pública conjunta das Comissões de Assuntos Municipais e Regionalização e de Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizada nesta quinta-feira (22).

O objetivo da reunião foi debater a Plataforma de Bioquerosene e Renováveis da Zona da Mata, conhecida como Projeto Macaúba. A proposta de realização da audiência partiu da deputada Laura Serrano (Novo) e do deputado Fernando Pacheco (PHS), para quem o modelo, chancelado pela ONU por meio do Fundo Clima, poderá contribuir para a construção de um marco regulatório na produção de bioquerosene, com possibilidade de substituir, com vantagens, o combustível fóssil utilizado pelo setor de aviação.

Com o projeto, a Zona da Mata poderá produzir 230 milhões de litros de bioquerosene de aviação em 2031, acredita Felipe Morbi, da empresa Soleá, uma das entidades envolvidas na elaboração da plataforma.

A presidente da Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização, deputada Rosângela Reis (Pode), que conduziu a reunião, louvou a iniciativa e afirmou que “o projeto abre grandes perspectivas para o desenvolvimento econômico do Estado”.

A deputada observou que a Lei 19.485, de 2011, já trata do tema. Conhecida como Pró-Macaúba, a norma institui a Política estadual de incentivo ao cultivo, à extração, à comercialização, ao consumo e à transformação da macaúba e das demais palmeiras oleaginosas em Minas Gerais.

“o projeto é estratégico para o setor e para o desenvolvimento nacional, e o tema ambiental é extremamente atual e de relevância global”.

Rogério Benevides Carvalho, representante da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear)

O diretor de biocombustível de aviação da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene e diretor da Gol Linhas Aéreas, Pedro Rodrigo Scorza, também manifestou seu apoio. “Esse querosene sustentável de aviação nos interessa”, disse, ressalvando, entretanto, que a proposta deverá atender aos requisitos de qualidade, sustentabilidade e custo compatível com o querosene fóssil, para garantir competitividade.

Aviação consome mais de 4 milhões de toneladas de combustível fóssil por ano

Atualmente, o Brasil transporta 117 milhões de passageiros em voos domésticos e internacionais e essa curva é ascendente, devendo chegar a 200 milhões em 2025, prevê Roney Sanggioro Glanzmann, secretário Nacional de Aviação Civil. Segundo ele, toda essa movimentação consome mais de quatro milhões de toneladas/ano de combustível fóssil, podendo chegar a mais de 14 milhões até 2050.

“Então, um biocombustível seguro, de altíssima tecnologia, tem o nosso apoio, porque é urgente e necessário. Desde 2010 o País assumiu compromisso internacional com a redução de emissão de gases e, a partir de 2020, temos que garantir crescimento neutro em emissão de carbono; caso contrário, vamos ter que comprar créditos de carbono e isso vai onerar ainda mais a indústria de aviação”.

Roney Sanggioro Glanzmann, secretário Nacional de Aviação Civil

Ao defender soluções alternativas, ele disse que o Brasil está entre os cinco maiores mercados da aviação no mundo. “Temos que protagonizar a busca por um combustível sustentável e a plataforma da Zona da Mata vem ao encontro desse objetivo, no rumo de um marco regulatório”.

Pesquisa e desenvolvimento social com Macaúba

Juliano Alves Pinto, subsecretário de Promoção de Investimentos e Cadeias Produtivas da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, destacou o importante papel de pesquisa sobre o tema em três grandes universidades federais do Estado – a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), a de Viçosa (UFV) e a de Minas Gerais (UFMG).

Rômulo Veiga, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Juiz de Fora, acentuou os benefícios sociais do projeto, afirmando que, apesar do alto índice de desenvolvimento e do seu PIB expressivo, o municípío tem mais de 70% de seu território situados na zona rural, empobrecida. O mesmo foi ressaltado também por Jackson Fernandes Moreira Júnior, coordenador da Plataforma de Bioquerosene e Renováveis da Zona da Mata, da Prefeitura de Juiz de Fora.

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