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Hospital Siderúrgica pode receber um aporte emergencial do governo do estado

Depois de ouvir alguns depoimentos do prefeito de Coronel Fabriciano, Chico Simões, parlamentares, representantes do Hospital Siderúrgica, da Associação dos Hospitais de Minas Gerais e o diretor da Gerência Regional de Saúde (GRS) de Fabriciano, Anchieta Poggiali, o secretário de Saúde, Marcus Pestana, anunciou que o Estado poderá ajudar o hospital emergencialmente, mas isso depende ainda de uma proposta que deve ser apresentada até a próxima quarta-feira por uma comissão que será formada para acompanhar o plano de transição e de o Ministério da Saúde concordar em contribuir com metade do valor que será sugerido.

O secretário sugeriu que a comissão seja formada pelo secretário de Saúde de Fabriciano, Rubens Castro, dois membros da gestão do Hospital Siderúrgica, o diretor da GRS de Fabriciano, e um representante da Câmara Municipal. Até o dia 6 de maio, o grupo deve apresentar uma proposta para ajuda emergencial do Estado à unidade hospitalar. Enquanto isto, o secretário vai analisar mais profundamente todos os documentos levados ao encontro de hoje pelos representantes do hospital e da GRS de Fabriciano.

 

COMPROMISSO

Marcus Pestana pediu aos gestores do hospital que não fechem nenhum serviço até o dia 8 de maio, para que haja tempo de se buscar uma solução e a população do Vale do Aço não seja prejudicada.

Logo depois que a proposta da comissão for apresentada, um grupo deve seguir para Brasília, afim de buscar a participação do Ministério da Saúde com metade do socorro proposto. O secretário lembrou, entretanto, que se trata de uma ajuda emergencial, proveniente de um fundo voltado para atender situações de crise e que pode durar no máximo 10 meses. “Isso deve dar um tempo para que o Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG) e a nova diretoria do hospital amadureçam um plano a médio prazo”.

 

SUSTENTABILIDADE

Para o diretor da Associação Mineira dos Hospitais, Walmir Lage, o hospital poderia ganhar sustentabilidade se recebesse um aporte para a urgência e se pudesse implantar serviços que lhe trouxessem melhor remuneração.

Para retirar qualquer expectativa que qualquer um pudesse ter a repeito de uma ajuda da Prefeitura de Fabriciano, o Chico Simões foi taxativo. “Precisaríamos era de diminuir a contribuição que já damos mensalmente ao hospital pois nossa obrigação é com o atendimento primário. Não temos de onde tirar novos recursos. Mas adianto que se o Hospital Siderúrgica fechar será um caos”. Segundo o diretor da GRS de Fabriciano, a Prefeitura repassa mensalmente R$ 102 mil ao hospital por causa das três equipes do PSF que trabalham praticamente na porta do hospital.

 

CONFIANÇA

A deputada Rosângela Reis lembrou que a luta do Hospital Siderúrgica vem se arrastando há anos. Tenho certeza de que vamos sair daqui com algum alinhamento que permita os ajustes necessários para que a população de Fabriciano não seja sacrificada, disse, esperançosa, antes do anúncio do secretário.

Participaram do encontro em defesa do Hospital Siderúrgica o secretário Marcus Pestana; a subsecretária de Políticas e Ações de Saúde, Helidéa de Oliveira Lima; os deputados Rosângela Reis, Cecília Ferramenta e Domingos Sávio; os prefeitos de Fabriciano, Belo Oriente e Açucena; o secretário de Saúde de Fabriciano; o diretor da GRS de Fabriciano; o vereador de Fabriciano, Nivaldo Querubino; a gerente do ProHosp, Marilene Fabri; o diretor da Associação dos Hospitais de Minas Gerais, Walmir Lage; membros da diretoria do hospital; o consultor do INDG, Leonardo Richeli; e representantes da Associação Beneficente de Saúde São Sebastião.

 

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