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Estado quer implantar o Bolsa Verde em março

Como integrante da Comissão Interestadual Parlamentar de Estudos para o Desenvolvimento Sustentável da Bacia do Rio Doce (Cipe Rio Doce), a deputada estadual Rosângela Reis participou ontem (dia 4) do II Seminário Técnico do Projeto Ambiental do Instituto Xopotó, realizado em Brás Pires, município que integra a bacia do rio Doce em sua nascente. Na oportunidade, foram apresentados dados sobre a conservação ambiental nessa bacia e diagnóstico da realidade socioeconômica na bacia do Xopotó (um dos principais formadores do rio Doce), que podem contribuir para a implantação no estado da Lei 17.727/08, que criou o Bolsa Verde, uma forma de incentivo aos proprietários rurais que contribuem para a conservação ambiental.

De acordo com o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho, também presente ao evento, os critérios para definição dos beneficiados pelo programa Bolsa Verde com insumos e recursos financeiros estão sendo finalizados e fazem parte da pauta da reunião da Câmara de Proteção à Biodiversidade marcada para 5 de março, mesmo mês em que o Estado pretende lançar o edital para início do processo, com recebimento de propostas dos interessados. Os processos a serem adotados serão geridos por um comitê utivo formado pelo Igam, IEF, Fetaemg, Emater, Iter, Faemg e Seara. Para apoiá-lo, está sendo criada no IEF uma Secretaria Executiva do Programa Bolsa Verde.

 

XOPOTÓ

O diretor de Desenvolvimento e Conservação Florestal do IEF, Luiz Carlos Cardoso Vale, admitiu que há possibilidade de o programa ter início por propriedades rurais da bacia do Xopotó, onde mais de 90% dos imóveis rurais se encaixam no perfil exigido pois têm até 108 ha (51% têm entre 10 e 40 há) e 62% dos proprietários têm como principal fonte de renda a agropecuária, segundo diagnóstico feito em 200 propriedades de 10 municípios da bacia, pelo Instituto Xopotó, em parceria com a Universidade Federal de Viçosa. “Além disso, a região tem muitas restrições ao uso do solo, devido ao relevo acidentado e à reserva legal exigida, de forma que a conservação ambiental se torna mais penosa para os proprietários rurais”, explicou.

Rosângela Reis elogiou o trabalho que o Instituto Xopotó vem realizando para apresentar nativas econômicas aos proprietários de imóveis rurais da região por meio de oficinas de capacitação, e lembrou aos presentes que o Plano Diretor da Bacia do Rio Doce, concluído no fim do ano passado, foi aprovado pelos comitês de bacias de Minas Gerais, que requereram alguns ajustes. Estes serão apresentados na reunião do CBHDoce do dia 31 de março. “Estive no Ministério do Meio Ambiente duas vezes no segundo semestre de 2009 para tentar garantir os recursos para a implementação desse plano. Logo depois da aprovação final do plano teremos um novo encontro para levantamento dos parceiros”, contou.

Uma das áreas mais comprometidas da bacia é o médio rio Doce (onde se encontra Ipatinga e Governador Valadares), que em menos de 50 anos, desde 1940, passou por um dos maiores processos de degradação entre os registrados no Sudeste brasileiro.

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